24.10.10

Deixar a força do fluir...

Apesar de saber que era passageira do tempo e aprendiz nesta vida, às vezes era surpreendida em suas ações.


Em um sonho, a seguinte cena se seguiu: tudo começava com um balão solto na imensidão azul. O balançar daquele balão era tranquilo, sereno e trazia uma agradável sensação de paz... "Que bom deixar as coisas fluirem e crer em uma força maior!" - ela pensou.
Quando resolveu baixar o olhar, percebeu uma linha amarrada àquele balão. Ao seguir a linha, indignou-se com o que viu: o balão estava em sua mão! Admirada em perceber-se naquele controle, tentou, em vão, soltar o balão... Não conseguiu!
Lágrimas começaram a rolar em seu rosto concomitante à busca de uma resposta... Que apego é este?? Solta! Solta! - ela dizia para si mesma. Quanto mais falava, mais forte sua mão segurava a linha.
Acordou cansada, frustrada e curiosa. Por que não deixara o balão entregue à força do fluir? Por que não permitira a certeza de soltar aquele balão?
Respirou fundo, abriu seu livro de cabeceira e leu: "A moderação começa pelo desapego às próprias ideias (...) Libertar-se dos laços do pensamento. Harmonizar sua luz. Ser um com o que está ao redor..."
Era isso. De todos, o desapego das ideias incrustadas era o mais difícil... E começou o dia dizendo a si mesma: Solta, Larissa, solta!!

21.10.10

Mulher Estrela

A Mulher Estrela, despojada de pretensões, revela sua natureza básica e se expõe à vida, pela força do inconsciente coletivo, mas principalmente por sua realidade individual.
Ela percebe a interação criativa do que é seu, do que é do universo e, meditando sobre seus significados, busca organizar suas visões... Novas dimensões de compreensão são trazidas à tona. As vicissitudes da vida são tomadas agora pelo ponto de vista da eternidade. E ela inicia sua tarefa: a de buscar correspondência com o desenho celeste, com a harmonia da dança cósmica... Uma música passa por seu pensamento antes de voltar a mexer com suas águas:
“somos seres vibrando
força e beleza cósmica (...)
que de repente podem se encontrar
na dança da precisão do acaso...”
De maneira ritualística ela separa e redistribui as águas dos elementos pessoais e inconscientes. O contato com a natureza externa a faz experimentar de maneira completa a natureza elementar de seu interior. Pensamentos, sentimentos, intuições e sensações giram agora em torno de um novo centro.
Apesar de parecer triste, a mulher estrela, serena e tranqüila, renova suas energias. Talvez junte suas lágrimas às águas que mistura e separa... Ao colocar suas águas elementais em ordem, sabe que rega seus sonhos! Ela derrama sua essência pessoal na terra de sua realidade cotidiana para seu ego possa ser preenchido de um novo sentido de destino.
A contemplação calma do cenário e seu crescimento silencioso ligam céu e terra. Suas qualidades físicas e espirituais se misturam e se conectam com corpos celestes. Cada estrela empresta iluminação e energia a ela, que a devolve aos céus, em um ritmo circular contínuo, proclamando a ligação com o divino.
E vibrante de energia, se expande em dimensões não sonhadas, a vibrar emanações celestes em suas constelações interiores!