17.12.10
Recentemente tive acesso a este vídeo...
De alguma maneira fui tocada por ele e quis compartilhar!
E a vida não é assim?
Às vezes dança e é pássaro.
Às vezes cai e recomeça.
Às vezes se enrola, noutras, flui.
Às vezes surpreende e encanta.
Às vezes esculpe formas inimagináveis
que deixam um gosto bom na memória.
Às vezes é mágica e fascina.
Às vezes é fugaz... Mas é sempre movimento!!
Bons ventos para todos nós em 2011!
24.10.10
Deixar a força do fluir...
Apesar de saber que era passageira do tempo e aprendiz nesta vida, às vezes era surpreendida em suas ações.
Em um sonho, a seguinte cena se seguiu: tudo começava com um balão solto na imensidão azul. O balançar daquele balão era tranquilo, sereno e trazia uma agradável sensação de paz... "Que bom deixar as coisas fluirem e crer em uma força maior!" - ela pensou.
Quando resolveu baixar o olhar, percebeu uma linha amarrada àquele balão. Ao seguir a linha, indignou-se com o que viu: o balão estava em sua mão! Admirada em perceber-se naquele controle, tentou, em vão, soltar o balão... Não conseguiu!
Lágrimas começaram a rolar em seu rosto concomitante à busca de uma resposta... Que apego é este?? Solta! Solta! - ela dizia para si mesma. Quanto mais falava, mais forte sua mão segurava a linha.
Acordou cansada, frustrada e curiosa. Por que não deixara o balão entregue à força do fluir? Por que não permitira a certeza de soltar aquele balão?
Respirou fundo, abriu seu livro de cabeceira e leu: "A moderação começa pelo desapego às próprias ideias (...) Libertar-se dos laços do pensamento. Harmonizar sua luz. Ser um com o que está ao redor..."
Era isso. De todos, o desapego das ideias incrustadas era o mais difícil... E começou o dia dizendo a si mesma: Solta, Larissa, solta!!
21.10.10
Mulher Estrela
A Mulher Estrela, despojada de pretensões, revela sua natureza básica e se expõe à vida, pela força do inconsciente coletivo, mas principalmente por sua realidade individual.
Ela percebe a interação criativa do que é seu, do que é do universo e, meditando sobre seus significados, busca organizar suas visões... Novas dimensões de compreensão são trazidas à tona. As vicissitudes da vida são tomadas agora pelo ponto de vista da eternidade. E ela inicia sua tarefa: a de buscar correspondência com o desenho celeste, com a harmonia da dança cósmica... Uma música passa por seu pensamento antes de voltar a mexer com suas águas:
“somos seres vibrando
força e beleza cósmica (...)
que de repente podem se encontrar
na dança da precisão do acaso...”
De maneira ritualística ela separa e redistribui as águas dos elementos pessoais e inconscientes. O contato com a natureza externa a faz experimentar de maneira completa a natureza elementar de seu interior. Pensamentos, sentimentos, intuições e sensações giram agora em torno de um novo centro.
Apesar de parecer triste, a mulher estrela, serena e tranqüila, renova suas energias. Talvez junte suas lágrimas às águas que mistura e separa... Ao colocar suas águas elementais em ordem, sabe que rega seus sonhos! Ela derrama sua essência pessoal na terra de sua realidade cotidiana para seu ego possa ser preenchido de um novo sentido de destino.
A contemplação calma do cenário e seu crescimento silencioso ligam céu e terra. Suas qualidades físicas e espirituais se misturam e se conectam com corpos celestes. Cada estrela empresta iluminação e energia a ela, que a devolve aos céus, em um ritmo circular contínuo, proclamando a ligação com o divino.
E vibrante de energia, se expande em dimensões não sonhadas, a vibrar emanações celestes em suas constelações interiores!
10.9.10
Luna Nueva
Ela olhava deslumbrada para aquele céu. Que maravilha... Sentia-se como se estivesse nele, ou melhor, como se fosse parte daquela imensidão, naquele tempo-espaço.
Ao perceber o movimento de seus olhos procurando a lua, ele disse: "Não há lua hoje... É lua nova!"
Hoje, assim que ela acordou e olhou seu calendário, escutou em suas lembranças esta mesma frase, como em um dejàvu.
Neste momento, percebeu que seu coração agora mensurava o tempo pelo céu...
A ausência da lua trazia a dimensão e a imensidão de oito luas de distância imposta pela vida e pelos dias.
Mais que depressa, quis se certificar: naquele céu de cidade grande, com poucas estrelas e muitos prédios, a lua não se fazia presente.
Ela então juntou dois meses de amor e saudade e soprou para Vênus, que aparecia tímida entre os prédios, certa de que, lá nas alturas, na Fortaleza de seu Olimpo, a grande Vênus se encarregaria de enviar seu recado...
5.9.10
Entre o divino e o terreno
Acredito na sabedoria da vida, no que o astral me traz, no destino que se cumpre... Alguns fatos e encontros escancaram esta força maior sobre a qual não tenho controle. Encontros simplesmente acontecem. Sem planejar, sem forçar, sem calcular... eles acontecem!! Eles são a prova maior de que a vida, por si só, se encarrega de muitas coisas.
Creio que meu papel, para que se cumpra minha "agenda espiritual", consiste no autoconhecimento e busca espiritual constante. Simples... mas não exatamente fácil! Pois também há em mim a intenção de eternizar os encontros na repetição dos mesmos, a todo instante... Para este lado, as memórias não são suficientes, não bastam!
E sigo nesta sede intensa, na querência da reedição das mesmas lembranças...
Constato, mais uma vez, que não estou entre o divino e o terreno. Eu sou esta lacuna!
23.8.10
Oración
Que seu amor me mantenha neste estado de inspiração constante.
Que me traga sorrisos sem motivos,
suspiros ao "mirar el cielo"
e a certeza de que a vida se encarrega de amanhã, e depois, e depois...
Que perdure.
Que permaneça.
Que fique, apenas fique...
E que eu não me esqueça dele, em nenhum minuto sequer.
7.8.10
4.8.10
Encontro de almas
"(...)As almas gêmeas quase nunca se encontram, mas, quando se encontram, abraçam-se. Naqueles momentos em que alguém diz uma coisa, que nunca ouvimos, mas reconhecemos não sei de onde. E em que mergulhamos sem querer, como se estivéssemos a visitar uma verdade que desconfiávamos existir, de onde desconfiamos ter vindo, mas aonde não tínhamos conseguido voltar. O coração sente-se. A alma pressente-se. O coração anda aos saltos dentro do peito, a soluçar como um doido, tão óbvio que chega a chatear. Mas a alma é uma rocha branca onde estão riscados os sinais indeléveis da nossa existência. (...)
Gêmea não é igual. É parecida. Não é um espelho. É uma janela. Não é um reflexo. É uma refracção. (...) O desejo de encontrar uma alma gêmea não é o desejo de reafirmarmos a unicidade da nossa existência através de outro que é igual a nós. É precisamente o contrário. É poder descansar dessa demanda. No fundo, todos nós duvidamos que tenhamos uma alma. Senão não falávamos tanto dela.
Uma alma gêmea é a prova que não estamos sozinhos. (...) O estado normal de duas almas gêmeas é o silêncio. Não é o "não ser preciso falar" - é outra forma de falar, que consiste numa alma descansar na outra. Não é a paz dos amantes nem a cumplicidade muda dos amigos. Não precisa de amor nem de amizade para se entender. As almas acharam-se. Não têm passado. Não se esforçaram. Estão. É essa a maior paz do mundo. Como é que um ninho pode ser ninho doutro ninho? Duas almas gêmeas podem ser.
Como é que se reconhece a alma gêmea? No abraço. (...) Quando duas almas gêmeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença. (...)
As almas gêmeas revelam-se uma à outra. Não são iguais. Mas revelam-se de forma igual. Como se tivesse surgido, de repente, uma língua que só os dois conseguissem falar. (...) Toda a angústia do eu se dissipa. É-se inteira e naturalmente aceite. Sem perguntas. Sem condições. Sem promessas. E mergulha-se no outro como se já não fosse preciso existir." (Miguel Esteves Cardoso)
25.7.10
REGALO DE PACHAMAMA
Com as costas na terra, observo tranquilamente nuvens que se movem...
Estou em um caleidoscópio!!!
Não preciso de plantas sagradas ou que San Pedro me dê as chaves do céu, pois já estou nele! Uma sensação de paz transborda meu corpo e antes de se esvair, abrange quem está a meu lado.
Eis o caleidoscópio da vida! Da minha verdade! Estou nele! Consigo fazer dos cristais da minha dor, formas novas, e agora, finalmente, os deixo livres para comporem outras histórias... Sorrio ao observar os cristais, agora soltos, se movendo com o vento e o tempo, na força do agora. Agora é tudo novo a cada momento, cada sensação e movimento.
Respiro fundo... sinto e escuto o ar que entra e me desperta para assistir à esta cena: a minha cena.
Percebo que este caleidoscópio tem, além das cores, sabores, cheiros e sentimentos, que se mesclam e surpreendem pela beleza de cada detalhe.
E o caleidoscópio se move. Estou em outro lugar. Entre folhas e uma oferenda a Pachamama, sinto lágrimas de gratidão que brotam dos meus olhos e anunciam um novo tempo. Compartilhar chicha de maíz com Pachamama, com a magia de instrumentos, músicas sagradas e canções em quechua, faz com que meus cristais vibrem de maneira nunca antes vista ou sentida, e que formem imagens divinas...
Assisto padre Sol se esconder. Danço e canto a alegria dos pássaros, planando e descendo os montes e vales "Sara saraschay, saraschay!"
O ser e estar de cada fractal de mim recriam mandalas que se reconectam infinitamente!
Abro os olhos e sinto cheiro de palo santo em uma fogueira com agua florida, céu de inverno, vênus gigante e eu... maior ainda!!! Sinto meu chakra cardíaco como sinto minhas mãos. Estou no melhor hotel: Pachamama! O hotel que não tem 5, mas TODAS as estrelas!!!
Estás feliz aqui?- escuto. Respondo um sorriso enorme e silencioso. Então fico.
Caminho um pouco e lá de cima, sob o cuidado de um cachorro guardião enviado pela montanha, vejo uma miragem: Sacsayhuaman, enfeitada com a delicadeza da lua nova sorrindo, com sua fiel estrela companheira... Pausa para minha melhor fotografia: aquela que só eu posso ver ou recordar, pois ela também tem cheiro e sensações! Mãos e almas entrelaçadas. Meu coração pulsa fora de mim. A inteireza desta entrega faz meus instantes mais raros...
Quando se está conectada com Pachamama y padre Sol e ele se vai, as estrelas te enviam um regalo, como uma borboleta que nasce e parte.
Dentro de minha crisálida, entre gracias e silêncios de amor, a eternidade dura alguns minutos. O que sinto é tão intenso e tão imenso, que meu brilho denuncia o maior regalo que ganhei: redescubrir mi Paititi!!
Así és la vida...y la mariposita voló!
Hasta mañana!
Hasta todos los días!
Hasta siempre!
23.7.10
Como um sonho bom
"E foi assim...
Uma luz brilhou no céu de noite
E eu fiquei louco a olhar
E foi assim...
Pintaram tantas coisas pra mim
que nem dá pra acreditar
Era como um sonho bom,
Um lindo toque a me despertar...
Eu devia caminhar livre,
Ser feliz e amar!!
E foi assim...
Uma deusa feita de amor brilhou
Sorriu para mim
E me beijou...
Deixando um cheiro de jasmim para sempre
Dentro de mim
Era como um sonho bom,
Um lindo toque a me despertar...
Eu devia caminhar livre,
Ser feliz e amar!!"
(Deusa de Amor -Pepeu Gomes)
18.3.10
O AMOR É FILME
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca
que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem
como a cor da manhã fica
Dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica"
De repente, um breu. Ela estava pasma. Alguém havia desconectado o botão sem avisá-la. Não era este o combinado. Tinham escrito o roteiro juntos. Não era para ser assim.
Seu coração estava de luto. De novo.
Já não sentia raiva – não conseguia. Tampouco chorava. Por mais que sua alma quisesse se afogar num dramalhão mexicano, seu corpo já não respondia.
Ela mal podia crer que seu coração esteve por tanto tempo flutuando naquele stand by de ausência-presente ou presença-ausente.
“O que me manteve aqui?”- ela se perguntava atônita, balançando a cabeça em gesto de reprovação à própria atuação – “A vontade de eternizar my this life forever love? A incansável crença de que aquele amor recíproco infeliz terminaria em happy end?" - Ela não soube responder e ir além do fato de que seu coração esteve ali. Inerte.
Antes da escuridão, tudo o que ela conseguia recordar era a música. Uma música com muitas reticências. Ela desconhecia outro ser que gostasse tanto deste recurso gráfico como ele. Música dela, em alguma outra cena.
O silêncio daquele momento foi rompido quando ela balbuciou uma estrofe: “Minha verdade é absurda no plural... Me diz como não te (achar) ?”
Ela não sabia o que dizer, pensar ou fazer. Sua indignação apenas unia peças: os anéis, as desculpas, ele sempre reticente, a música e as reticências...
Agora, incrédula da sinceridade das cenas anteriores, em movimentos quase automáticos, mas com os olhos ainda fixos na tela, leu em voz alta, para si mesma, mais um trecho: “A verdade é transparente no mirar da tua retina”.
Uma emoção unplugged havia lhe mostrado os bastidores. E ela, sem reticências, acionou o seu off.
"Enquanto uma canção de amor
persegue o sentimento
O zoom-in dá ré
e sobem os créditos.
O amor é filme e Deus espectador!"
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