O pouso da águia
Cansada, ela pousou.
Era necessário fechar ciclos.
Colocou um, dois, três, todos os portões imagináveis!
Trancou as fechaduras, cadeados e afins.
Na frente, placas e correntes alertavam:"território perigoso", para que ela não ousasse adentrar onde se machucara.
O adeus já havia sido dado.
Dor e silêncio foi o que restou.
Chorou copiosamente seu luto enquanto uma voz dentro de si gritava: Não te demores!
Sua feiticeira mesclou-se à magia do fogo e transmutou sua dor.
E então ela respirou profundamente e sem olhar para trás voou como há muito não voava.
Sentiu a vida passar por suas asas e maravilhou-se com cada 'agora' acontecendo.
A água de seu rio, outrora estancada, agora fluía viva, correndo, sentindo como o movimento lhe era caro e sagrado.
Dançou e celebrou todos os SIMs que firmou junto ao fogo da vida, do terreiro e do seu coração, prometendo a si mesma nunca mais permitir-se ferir tanto...
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