4.11.06

Uma hora a gente joga, outra hora é a vez da vida jogar. É assim sempre. Mas, às vezes, a gente quer forçar a barra da vida, impor a ela nosso desejo, enquadrá-la à nossa pressa, determinar o seu tempo, ditar sozinho a ordem das cenas do grande roteiro. Acontece que a vida também é rio, é mar; está sujeita às correntezas, às luas, às tempestades, aos sóis, aos desígnios do vento e nos põe diante de sua verdade incontestável: flui. Ela flui. E nos cabe respeitar essa fluência. Por vezes é difícil aceitá-la. Então a literatura vem e ensaia a gente.
Fimdinverno, quase primavera no meu coração (Elisa Lucinda)

1 comment:

Anonymous said...

Lembra da história do RELICÁRIO? (rima com armário! ai, esta dele e eu nunca mais vou esquecer).Então, não sei se te falei sobre a COISA que tem tb a palavra RESILIÊNCIA na minha vida! Tava navegando aqui e meus olhos toparam com esse texto seu! quase tive um TRECO!
A história é ENOOOORME (pra variar a sua amiga sabe falar muito bem sobre habilidades pragmáticas, mas na hora de exercê-las...)
Mas, pra resumir: O Rubem alveas, na sua última passagem por aqui, usou esta palavrinha pra "nomear" a sua palestra.E eu aqui,pensei...nossa! Que palavra linda...é aquela velha história da prosódia das palavras (uma hora escrevo sobre isso) E daí, como sempre, pra mim tudo que vem dele é fantástico, fui lá conferir.
Resultado: Emoção pura.Olhos ´cheios dágua, um sentimento maior que o mundo e o coração(?.
Tem gente que tem a capacidade de transformar as palavras.

MAs,quando descobri o seu significado....adivinha?

Inté! Lisa.